Leitura Bíblica: Atos 28:1-10
Versículo-chave: “Quando os habitantes da ilha viram a cobra pendurada na mão de Paulo, disseram uns aos outros: ‘Sem dúvida ele é um assassino! Embora tenha escapado do mar, a justiça não lhe permitiu viver’.” (Atos 28:4 NVT)
O livro conhecido como Atos dos Apóstolos, também referido como Atos do Espírito Santo, começa com as últimas palavras de Jesus aos discípulos:
“…e serão minhas testemunhas em toda parte: em Jerusalém, em toda a Judeia, em Samaria e nos lugares mais distantes da terra.” (Atos 1:8 NVT)
No desfecho do livro, torna-se claro que a mensagem do Evangelho estava alcançando regiões longínquas, cumprindo o plano de Deus por meio da vida de Paulo. O apóstolo finalmente chega a Roma, levando consigo a proclamação do Reino de Deus.
O naufrágio relatado no capítulo 27 conduz Paulo e seus companheiros até a ilha de Malta. Aquele local se revela um verdadeiro abrigo para o apóstolo e os demais viajantes, pois ali encontraram acolhimento durante o inverno, e foi onde permaneceram por três meses (Atos 28:1-2,11).
Enquanto estava em Malta, Paulo foi mordido por uma serpente, o que levou alguns habitantes da ilha a suspeitarem que ele fosse um criminoso:
“Quando os habitantes da ilha viram a cobra pendurada na mão de Paulo, disseram uns aos outros: ‘Sem dúvida ele é um assassino! Embora tenha escapado do mar, a justiça não lhe permitiu viver’.” (Atos 28:4 NVT)
Contudo, ao perceberem que ele não sofreu nenhum mal, “mudaram de ideia e começaram a dizer que ele era um deus” (Atos 28:6 NVT). Esse episódio é notável porque se tornou uma ocasião propícia para a manifestação do poder de Deus naquele lugar. Mesmo como prisioneiro e sobrevivente de um naufrágio, Paulo não cessou de servir e abençoar os outros. Lucas relata que, “como resultado, fomos cobertos de presentes e honras e, chegada a hora de partirmos, o povo nos forneceu todos os suprimentos necessários à viagem” (Atos 28:10 NVT).
Deus havia assegurado que protegeria Paulo (Atos 27:23-25) e garantiu que nada impediria Seu servo de cumprir seu chamado, e assim aconteceu. No entanto, a jornada do apóstolo esteve longe de ser fácil. De fato, o Senhor revelou a Paulo o quanto ele sofreria por amor a Cristo (Atos 9:16). Apesar disso, ele nunca se queixou; ao contrário, em sua carta aos coríntios, ele expressa:
“Por isso aceito com prazer fraquezas e insultos, privações, perseguições e aflições que sofro por Cristo. Pois, quando sou fraco, então é que sou forte.” (2 Coríntios 12:10 NVT)
Que possamos seguir o exemplo de Paulo, levando adiante a mensagem do Evangelho, tanto em nossa vizinhança quanto nos lugares mais distantes da terra. Que, independentemente das circunstâncias — em liberdade ou em prisão, na fartura ou na escassez, com saúde ou na enfermidade — possamos abandonar toda murmuração, a fim de que o poder de Deus se aperfeiçoe em nossa fraqueza.
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