Leitura Bíblica: Efésios 1:3-8
Versículo-chave: “Todo louvor seja a Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou em Cristo com todas as bênçãos espirituais nos domínios celestiais.” (Efésios 1:3 NVT)
Ao nos aproximarmos do encerramento de mais um ano, é comum avaliarmos a vida a partir de conquistas visíveis: oportunidades que surgiram, planos que se concretizaram, perigos dos quais fomos poupados. Entretanto, o apóstolo Paulo nos convida a olhar além do imediato e do passageiro, direcionando-nos a uma realidade mais profunda e duradoura. A base mais sólida da nossa gratidão não está nas circunstâncias que nos cercam, mas na redenção que nos foi concedida em Cristo.
Logo no início da carta aos Efésios, Paulo eleva um cântico de louvor a Deus, destacando que fomos escolhidos antes mesmo da fundação do mundo. Em Cristo, o Senhor nos separou com um propósito duplo: sermos alcançados por Suas bênçãos e, ao mesmo tempo, sermos instrumentos de bênção na vida de outros, refletindo a glória de Deus por meio de uma vida que O honra no dia a dia.
“Todo louvor seja a Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou em Cristo com todas as bênçãos espirituais nos domínios celestiais.” (Efésios 1:3 NVT)
As Escrituras não prometem aos cristãos uma vida marcada necessariamente por saúde, riqueza ou prosperidade material. As bênçãos centrais da fé cristã são, acima de tudo, espirituais. Quando Paulo afirma que fomos abençoados “nos domínios celestiais”, ele revela que, embora ainda vivamos neste mundo, nossa vida já está espiritualmente unida a Cristo nos céus. Em outras palavras, em Cristo recebemos plenamente “todas as bênçãos espirituais nos domínios celestiais”.
Mas quais são essas bênçãos? Em primeiro lugar, fomos escolhidos por Deus (Efésios 1:4–5). Antes que qualquer coisa existisse, o Senhor nos amou e nos elegeu em Cristo para vivermos em santidade e sem culpa diante dEle. Isso nos mostra que nossa história não é fruto do acaso, mas expressão de um propósito eterno: somos alvos do amor de Deus e separados para Ele.
Em segundo lugar, fomos reconciliados com Deus (Efésios 1:7–8). No mundo antigo, era possível resgatar alguém que havia sido vendido como escravo mediante pagamento. De forma infinitamente superior, Cristo entregou a própria vida em nosso favor e, por meio do Seu sangue, nos libertou da escravidão do pecado. Assim, a comunhão rompida no Éden foi restaurada, e a paz com Deus foi novamente estabelecida.
Independentemente de como este ano foi vivido, uma verdade permanece inalterada: fomos alcançados pela graça salvadora! Em Cristo, fomos perdoados, reconciliados e adotados como filhos. Além disso, nossa dívida foi cancelada na cruz (Colossenses 2:13-14), e nossa identidade foi firmada não no desempenho, mas na obra consumada do nosso Salvador!
Essa certeza transforma profundamente a forma como encerramos o ano. A gratidão cristã não se apoia naquilo que conquistamos ou acumulamos, mas em quem somos em Cristo: mesmo quando as respostas não vieram, Ele continuou sendo suficiente; mesmo em meio às perdas, nossa herança permaneceu segura (Romanos 8:16–18). Nada, absolutamente nada, “nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o que existe hoje nem o que virá no futuro, nem poderes, nem altura nem profundidade, nada, em toda a criação jamais poderá nos separar do amor de Deus revelado em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 8:38-39 NVT).
Concluir o ano com essa compreensão nos preserva tanto da ingratidão quanto da superficialidade. A cruz redefine nossa perspectiva e firma o nosso coração naquilo que jamais nos será tirado. Portanto, sejamos gratos não apenas pelo ano que termina, mas, sobretudo, pela redenção que nos sustenta hoje e nos assegura a esperança no porvir!
Reflita sobre essa verdade, agradeça pela redenção e tenha um…
Feliz Ano Novo! 🎉




