Leitura Bíblica: Efésios 6:1-3
Versículos-chave: “‘Honre seu pai e sua mãe’. Esse é o primeiro mandamento com promessa. Se honrar pai e mãe, ‘tudo lhe irá bem e terá vida longa na terra’.” (Efésios 6:2-3 NVT)
No contexto em que a carta aos Efésios foi escrita, a desobediência não se tratava apenas de uma escolha pessoal: havia consequências legais. Filhos que desrespeitassem os pais estavam sujeitos a punições severas, chegando, em casos extremos, ao apedrejamento, como registrado em Deuteronômio 21:18-21. Isso evidencia a seriedade do mandamento de honrar e obedecer aos pais:
“Filhos, obedeçam a seus pais no Senhor, porque isso é o certo a fazer.” (Efésios 6:1 NVT)
Atualmente, muitos questionam a relevância dessa instrução, pois vivemos em uma geração acostumada a não respeitar autoridades, sejam civis ou eclesiásticas. Contudo, Paulo esclarece que “isso é o certo a fazer”, porque a obediência aos pais, acima de tudo, agrada ao Senhor.
Pais ímpios podem orientar seus filhos em caminhos que levam ao pecado; e até mesmo pais cristãos podem, sem perceber, ensinar de maneira equivocada. Consciente disso, Paulo especifica: “Filhos, obedeçam a seus pais no Senhor”.
O termo “no Senhor” estabelece limites: os filhos devem obedecer enquanto a orientação dos pais estiver de acordo com a “disciplina e a instrução que vêm do Senhor” (Efésios 6:4 NVT). Quando os pais ultrapassam os limites da autoridade concedida para educar, induzindo os filhos ao pecado, não devem ser obedecidos. Esse princípio também se aplica às relações civis e eclesiásticas.
“‘Honre seu pai e sua mãe’. Esse é o primeiro mandamento com promessa. Se honrar pai e mãe, ‘tudo lhe irá bem e terá vida longa na terra’.” (Efésios 6:2-3 NVT)
A honra aos pais é descrita no quinto mandamento do Decálogo (Êxodo 20:12; Deuteronômio 5:16), e, apesar de serem termos interligados, obediência e honra não são a mesma coisa. Um filho pode obedecer sem honrar, como o primogênito da parábola do filho pródigo: ele seguia ordens, mas não tinha amor nem respeito pelo pai.
Honrar envolve mais do que apenas cumprir uma obrigação: significa amar, respeitar e cuidar dos pais; significa valorizá-los, proporcionar-lhes alegria, carinho, atenção, tempo e cuidado. De nada adiantará desobedecê-los, desonrá-los, e depois oferecer flores quando eles se forem – nesse caso, já será tarde demais.
Paulo também ensina que a obediência aos pais “é o primeiro mandamento com promessa” e, portanto, traz benefícios concretos. O primeiro deles é a prosperidade: “tudo lhe irá bem”. Na Antiga Aliança, as bênçãos de Deus estavam ligadas, frequentemente, à prosperidade material. Na Nova Aliança, essa perspectiva se amplia, e Paulo afirma que, o nosso Deus já “nos abençoou em Cristo com todas as bênçãos espirituais nos domínios celestiais” (Efésios 1:3 NVT) – e, como já estudamos, não se trata de riquezas. O segundo benefício é a longevidade: “terá vida longa na terra”. Quantos desastres, divórcios, lágrimas e até mortes poderiam ser evitados se os filhos tivessem ouvido seus pais!
Obedecer aos pais no Senhor é justo, correto e agradável a Deus. É a atitude esperada de quem professa Jesus Cristo como Senhor, um reflexo de quem já foi justificado e procura viver retamente diante de Deus. Portanto, não existem exceções – os pais podem ser ricos, pobres, modernos, rígidos ou permissivos – o mandamento permanece o mesmo:
“Filhos, obedeçam a seus pais no Senhor, porque isso é o certo a fazer.” (Efésios 6:1 NVT)